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🚌 Mobibrasil 6 3204 na linha 6000/10
Nem todo articulado é igual, e quem dirige sabe bem disso. O Mobibrasil 6 3204, um Millennium IV no Mercedes-Benz O-500UA com câmbio Voith, é daqueles carros que vieram da extinta Tupi e carregam um histórico que pesa no dia a dia.
Ao contrário dos Mondegão, que costumam responder melhor, esses M4 UA herdados geralmente são mais xôxos, não desenrolam fácil e, sinceramente, não são os preferidos de quem tá no volante.
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| Créditos: Alex Miniatura (Facebook) |
👨✈️ Visão de quem já rodou com o carro
Esse aí eu rodei uma vez na 5652, e na época o carro já não tava muito legal. Saída fraca, resposta lenta, aquele tipo de ônibus que você pisa esperando reação… e ela demora a vir.
Não sei como ele anda hoje, porque já faz um tempo, mas quem conhece esse lote sabe mais ou menos o que esperar.
Hoje ele apareceu na linha 6000/10, junto com os carros 008, 028, 071 e 196, justamente porque alguns Euro 6 estavam em O.S. ou revisão. É aquela velha história: quando falta carro, entra o que tem disponível.
🗺️ A realidade da linha 6000/10

Créditos: Alex Miniatura (Facebook)

Depois da mudança de tecnologia que a Mobibrasil fez na 6000, a linha simplesmente disparou em número de usuários. Não foi pouca coisa, não. Em abril, passou fácil da casa dos 900 mil passageiros, deixando pra trás até a antiga “rainha” 607C e se firmando como a linha mais carregada da cidade.
Isso muda tudo na operação. Linha que cresce desse jeito não perdoa erro: qualquer carro a menos já estoura o ponto, qualquer falha vira atraso em cascata. Se não me falha a memória, hoje a frota gira em torno de 43 a 46 carros, rodando no limite pra dar conta da pancada diária.
A 6000/10 – Terminal Santo Amaro / Terminal Parelheiros não é linha fácil. É longa, pesada, cheia em vários horários e exige carro bom, principalmente em retomada e constância.
Como eu costumo dizer:
👉 independente do carro, o objetivo é fazer os 46 ônibus da linha rodarem, sem deixar passageiro na mão e sem perder partida.
Mas quem vive isso sabe que nem sempre dá. Falta carro, dá problema, entra reserva, entra herdado… e a operação segue do jeito que dá.
🚌 Millennium IV: o que o olho do busólogo percebe
Visualmente, o Millennium IV ainda segura bem. É um modelo bonito, articulado imponente, mas mecanicamente esses exemplares vindos da Tupi já mostram o peso do tempo e do uso intenso.
Com Voith, até ajuda na suavidade, mas quando o conjunto não tá redondo, não faz milagre. Pra passageiro, às vezes passa batido. Pra motorista, não.
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