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Quem acompanhou de perto a operação da 418TRO Barueri x Pirapora do Bom Jesus sabe que essa linha sempre teve um perfil diferente. Não era linha pra busão pesado o dia inteiro, mas também não dava pra largar de mão. Foi aí que entrou em cena algo que hoje já virou lembrança: as vans Sprinter rodando como RTO.
O prefixo 2.082, uma Reserva Técnica Operacional, é um daqueles casos que marcaram época. Particularmente, foi a primeira van que eu vi rodando nesse serviço na região, e isso chama atenção até hoje quando a gente lembra.
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| Créditos: João Gabriel (Facebook) |
A Sprinter na 418TRO: improviso que funcionou (por um tempo)
A ideia da RTO, pra quem viveu, era simples: manter a linha rodando custe o que custar. E no começo, tinha bastante Sprinter nesse esquema, inclusive duas gerações antes dessa que aparece nas fotos.
A Mercedes-Benz Sprinter entrava como solução rápida, flexível e barata pra cobrir horário, evitar buraco de tabela e não deixar passageiro na mão. Não era conforto, não era capacidade, mas rodava. E em linha como a 418TRO, isso fazia diferença.
Junto com ela, só a Gran Micro também apareceu nesse tipo de operação. Fora isso, era raridade ver outro tipo de veículo segurando esse rojão.
Memória de quem viu: não era comum ver van ali
O curioso é que, pelo menos na minha memória, essa foi a primeira van que vi nesse serviço específico. A única outra lembrança parecida é de uma Sprinter rodando pela linha 307, se não me engano. Ou seja: não era algo espalhado, era bem pontual.
Ver uma van ligando Barueri (Centro) até Pirapora do Bom Jesus chamava atenção. Estrada, trecho longo, sobe e desce… não era o habitat natural de uma Sprinter urbana, mas ela ia.
Veja Também:
• Linha 848L: Spencer 1 5023 ligando o Recanto dos Humildes ao Terminal Pirituba
O fim da RTO e a troca pelas micros
Com o tempo, a RTO acabou. A operação foi se ajeitando, a frota foi sendo reorganizada e as Sprinter foram saindo de cena, dando lugar aos micros, que seguravam melhor a demanda e ofereciam um mínimo de conforto a mais.
Hoje, olhar pra trás e lembrar da 418TRO com van rodando é quase um retrato de uma fase de transição do transporte da região. Não era perfeito, mas era o que tinha — e, na prática, funcionou enquanto precisou.
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