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Millennium IV no Terminal Penha: a cara da 390E-10

Ônibus Caio Millennium IV articulado da Metrópole Paulista na linha 390E-10 no Terminal Penha
Créditos: Caio Mendonça
 

Quem frequenta o Terminal Penha e presta atenção no entra e sai dos carros já bate o olho e reconhece: Millennium IV articulado combina com a 390E-10. Não é só estética, é função mesmo. Linha objetiva, eixo direto, sem firula, feita pra cumprir papel no sistema, não pra disputar “status” com outras.

O carro da vez é o 3 1104, da Viação Metrópole Paulista, rodando na Área 3, ligando Terminal Penha ao Terminal Parque Dom Pedro II. Um trajeto que parece simples no papel, mas que carrega decisões bem discutíveis quando você olha o desenho geral da operação.


390E-10: uma criação meio torta, mas funcional

Essa linha nasceu no mesmo eixo da antiga 702P-10, e aí já começa o debate. Na prática, quem mais ganhou com a reorganização foi a 930P-10, que hoje conta com cerca de 180 partidas, enquanto a 390E-10 ficou com algo em torno de 117.

Isso já diz muito sobre onde está a real demanda.

Mesmo assim, a 390E não é uma linha perdida. Ela é direta, cumpre bem o papel Penha ↔ Dom Pedro, sem inventar caminho alternativo pra “encher mapa”. É aquela linha que não faz barulho, mas segura fluxo em horário crítico.

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Millennium IV articulado: escolha lógica, não luxo

Aqui não tem nostalgia nem discurso bonito. Millennium IV articulado é o veículo certo pra essa linha.

  • Boa capacidade

  • Piso baixo integral

  • Desempenho adequado pra vias carregadas

  • Operação mais previsível

É aquele ônibus que você olha e pensa: “é isso aqui mesmo, não precisava inventar outro”.

Muita gente comenta que essa linha chegou a ser cotada pra receber trólebus, lá no desenho inicial de concessão. Inclusive, na licitação, ela aparecia como linha da Ambiental. Se tivesse ido pra frente, tecnicamente daria pra operar sem grandes dramas. Mas, como muita coisa no sistema, ficou só no papel.


Terminal Aricanduva: ideia boa que ficou no passado

Um dos objetivos da 390E era fortalecer o Terminal Aricanduva como ponto de baldeação, principalmente depois dos cortes e seccionamentos de linhas como 2583, 2435 e 2451.

Na teoria, fazia sentido.
Na prática… nem tanto.

O Terminal Aricanduva já foi mais relevante, hoje perde força principalmente por estar cravado na boca da Celso Garcia, onde não faltam alternativas de transporte. Mesmo que amanhã cortem mais linhas e empurrem gente pra lá, dificilmente isso muda o jogo.

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